Lisboa, 12 jun 2026 (Lusa) – O secretário-geral da CGTP afirmou hoje que o pacote laboral do Governo reúne “todas as condições” para ser rejeitado no Parlamento na próxima semana, garantindo que os partidos com assento parlamentar serão responsabilizados pelas suas posições.
Tiago Oliveira falava em conferência de imprensa após reunião do Conselho Nacional da central sindical, em que voltou a criticar a proposta de revisão da legislação laboral que será discutida no Parlamento nos próximos dias.
O dirigente sindical apontou o dia 18 de junho como momento decisivo e considerou que existe uma forte mobilização social capaz de levar à rejeição do diploma, sublinhando que a iniciativa “só sobrevive se os partidos permitirem que sobreviva”.
Sobre a possibilidade de o Governo e os grupos parlamentares optarem por baixar o diploma à especialidade sem votação na generalidade, Tiago Oliveira afirmou que, ainda assim, o processo terá de passar por votação, insistindo que nenhuma solução dispensa a posição dos partidos.
A CGTP acusou ainda o executivo de procurar “encurtar prazos” e de não respeitar o período de discussão pública, que, segundo a central sindical, se prolonga até 2 de julho.
A central sindical convocou uma concentração para quinta-feira junto ao Parlamento, considerando-a mais um momento de pressão para dar voz aos trabalhadores.
Tiago Oliveira afirmou também que a CGTP tem assumido a liderança da contestação ao pacote laboral, destacando a elevada adesão às recentes greves e criticando o que considera ser a falta de resposta política do Governo aos problemas nos serviços públicos, saúde e educação.