Uma nova campanha nacional, que junta várias entidades do Estado e a Polícia Judiciária, quer alertar para os perigos ocultos no mundo virtual. O objetivo é criar uma barreira protetora contra o marketing agressivo que visa os mais novos.
O perigo esconde-se à distância de um clique e as consequências podem ser financeiramente devastadoras. Com o público mais jovem na linha de mira das plataformas de apostas clandestinas, o Estado português decidiu avançar com uma resposta coordenada para travar a proliferação de publicidade ao jogo ilegal na internet, onde as armadilhas se multiplicam sem que os utilizadores tenham plena consciência dos riscos.
Sob o lema "Nem tudo o que vês é jogo seguro", a iniciativa resulta de uma parceria de peso entre a Direção-Geral do Consumidor (DGC), a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e o Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) do Turismo de Portugal, contando ainda com o apoio estratégico da Polícia Judiciária (PJ).
O lançamento oficial da campanha, que decorreu nas instalações da DGC, ficou marcado pela assinatura de um protocolo de colaboração. Este mecanismo vai permitir uma articulação rápida e eficaz entre as várias entidades sempre que forem detetadas infrações ou ameaças no ecossistema digital.
De acordo com as autoridades envolvidas, a complexidade dos desafios atuais no ambiente virtual exige respostas estatais robustas e transversais. O novo compromisso junta, assim, a defesa dos direitos dos consumidores, a fiscalização do mercado digital e a investigação criminal numa frente comum. O aviso partilhado pelas entidades é claro: a ilusão do ganho fácil no jogo ilegal paga-se — e pode sair muito cara.
Fonte e imagem - Página da Polícia Judiciária