Funchal, Madeira, 08 jun 2026 (Lusa) — O arquipélago da Madeira contabilizou um total de 1.716 partos ao longo do ano de 2025, o que representa uma redução de 58 nascimentos em comparação com o ano anterior. De acordo com os dados oficiais divulgados esta segunda-feira pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM), este recuo coloca a região numa posição singular no panorama nacional.
A quebra no número de partos de progenitoras a residir na região fixou-se nos 3,3% entre 2024 e 2025, divergindo marcadamente da realidade verificada no restante território português, onde se registou um incremento médio de 3,7%. A Madeira acabou por ser a única região de Portugal a apresentar uma evolução negativa neste indicador, contrastando fortemente com as zonas Norte e Centro do país, que registaram subidas superiores a 5% nos nascimentos.
A análise geográfica detalhada pela DREM revela que o concelho do Funchal, o mais habitado da ilha, concentrou o maior volume de partos, num total de 697. No topo da lista surgem também os municípios de Santa Cruz, com 297 registos, Câmara de Lobos, com 289, e Machico, onde se verificaram 118 partos.
No que toca ao local de nascimento, a esmagadora maioria dos partos de 2025 ocorreu em ambiente hospitalar. Ainda assim, as estatísticas da autoridade regional identificaram 11 situações em que o nascimento aconteceu no domicílio das famílias e outras seis ocorrências registadas em locais alternativos.
Os dados demográficos fornecidos pela autoridade estatística regional traçam ainda o perfil etário das mulheres que foram mães na Madeira no ano transato. A faixa etária entre os 25 e os 39 anos concentrou a grande maioria das ocorrências, com 78,4% do total (correspondente a 1.345 partos). Seguiram-se as mães entre os 15 e os 24 anos, que representaram uma fatia de 13,5% dos registos (231 partos), e as mulheres com 40 ou mais anos, que equivaleram a 8,2% dos nascimentos contabilizados (140 partos).