Vila Nova de Gaia, 08 jun 2026 (Lusa) — O Primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu esta segunda-feira o Serviço Nacional de Saúde (SNS) como a estrutura fundamental e a trave-mestra para assegurar o acesso de todos os cidadãos aos cuidados médicos, tal como está previsto na Constituição. Contudo, o chefe do Executivo rejeitou visões exclusivas e dogmáticas, sustentando que o país não se pode dar ao luxo de desperdiçar as valências operacionais e a capacidade instalada nos setores privado e social.
Durante a cerimónia de inauguração do novo heliporto e da unidade de ressonância cardíaca da Unidade Local de Saúde (ULS) de Vila Nova de Gaia/Espinho, no distrito do Porto, Montenegro sublinhou a urgência de gerir os recursos públicos com pragmatismo e espírito aberto. O governante insistiu que a iniciativa privada e o setor social constituem, a par do SNS, os três grandes pilares do sistema de saúde em Portugal, devendo as suas potencialidades ser integradas de forma coordenada, sem nunca retirar a centralidade ao serviço público.
O líder do Governo apontou que o atual elenco governativo está focado em estruturar e calendarizar as intervenções prioritárias, num equilíbrio rigoroso com a sustentabilidade financeira do Estado. Sem intenção de politizar o debate, Montenegro classificou como um dado objetivo o facto de não se ter construído qualquer novo hospital no país nos anos transatos à sua tomada de posse, justificando assim a necessidade de conciliar agora um volume muito significativo de obras em simultâneo.
Nesse âmbito, o Primeiro-ministro destacou que os trabalhos de edificação do novo Hospital de Todos os Santos, em Lisboa, já se encontram em marcha, qualificando a infraestrutura como vital para a prestação de cuidados na região capital. A par deste projeto, Luís Montenegro apontou como investimentos essenciais e urgentes a construção de uma nova unidade hospitalar no Algarve, o futuro Hospital do Oeste e o Hospital de Barcelos, este último inserido numa zona de forte crescimento demográfico e económico, além da contínua modernização da própria ULS Gaia/Espinho.