Lisboa, 05 jun 2026 (Lusa) — Os cinco arguidos detidos após os desacatos junto ao Parlamento no dia da greve geral ficaram sujeitos a termo de identidade e residência. A aplicação da medida de coação menos gravosa foi hoje decidida e confirmada ao fim da tarde pelo Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa.
Os defensores dos últimos dois arguidos que ainda aguardavam a decisão judicial abandonaram as instalações do tribunal pouco antes das 18:30, escusando-se a prestar declarações aos jornalistas. Cerca de uma hora antes, já os advogados dos restantes três detidos haviam confirmado a aplicação da mesma medida de coação por parte do juiz de instrução.
No total, as forças de segurança detiveram seis pessoas na passada quarta-feira, na sequência dos confrontos registados após o encerramento do protesto sindical na capital. Um dos indivíduos acabou por ser libertado logo na altura, enquanto os outros cinco — quatro homens com idades entre os 22 e os 34 anos e uma mulher de 26 anos — foram hoje presentes ao juiz sob a suspeita do crime de resistência e coação sobre funcionário. O detido libertado preliminarmente é suspeito da prática do crime de dano, associado ao incêndio de contentores de lixo.
Segundo o relatório avançado pela PSP, as perturbações começaram por volta das 18:00, quando um grupo de dezenas de jovens reinstalou as barreiras metálicas que a polícia já tinha retirado, numa tentativa de bloquear a circulação rodoviária junto à Assembleia da República. Apesar dos repetidos avisos das autoridades, os manifestantes recusaram desmobilizar, arremessando garrafas e incendiando caixotes, o que obrigou à intervenção da força policial com recurso a bastonadas para repor a ordem pública nas ruas limítrofes.