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Líderes da UE reúnem-se no Montenegro para acelerar adesão dos Balcãs
Cimeira em Tivat reforça o compromisso de Bruxelas com o alargamento à região, mas traz avisos à Sérvia e debate novos modelos de integração face ao cenário na Ucrânia.
Por Redação
Publicado em 05/06/2026 08:32
International
@Lusa

Tivat, 05 jun 2026 (Lusa) — Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia juntam-se esta sexta-feira em solo montenegrino com os governantes dos Balcãs Ocidentais. O encontro de alto nível procura combater o desalento destes países em relação à lentidão do processo de integração e ao foco internacional na Ucrânia, demonstrando que Bruxelas mantém o interesse estratégico na expansão para a região. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou este alargamento como um passo vital para consolidar o papel geopolítico do bloco europeu.

Para evidenciar os benefícios imediatos da aproximação a Bruxelas, a cimeira servirá de palco para o anúncio do arranque de negociações destinadas a incluir os países dos Balcãs no regime de roaming gratuito da UE, uma medida que se junta à recente autorização para integrarem a Área Única de Pagamentos em Euros (SEPA). A escolha do Montenegro para acolher o evento carrega uma forte carga simbólica, coincidindo com as duas décadas de independência do país e com o início da redação do seu próprio tratado de adesão por parte da UE.

Em sentido inverso, a cimeira também ficará marcada por avisos claros aos parceiros que se têm distanciado dos valores comunitários, tendo Belgrado como alvo preferencial. Os líderes europeus pretendem pressionar o presidente sérvio, Aleksandar Vucic, a travar a aproximação à Rússia e a reverter os retrocessos no Estado de Direito. Em cima da mesa está a ameaça real de a Comissão Europeia congelar cerca de 1,5 mil milhões de euros em verbas comunitárias destinadas à Sérvia caso a retórica anti-UE persista.

Paralelamente, os governantes deverão avaliar a proposta do chanceler alemão, Friedrich Merz, que sugeriu a criação de um estatuto especial de "país associado" para a Ucrânia. Este modelo permitiria a Kiev integrar os fóruns de decisão europeus sem direito de voto devido ao contexto de guerra. Embora esta solução específica não esteja desenhada para os Balcãs Ocidentais, o debate poderá abrir portas a novos formatos de transição para os candidatos da região. Portugal faz-se representar neste encontro pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.

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