Taipé, 05 jun 2026 (Lusa) — As guardas costeiras da China e de Taiwan protagonizaram, esta sexta-feira, um novo momento de tensão naval nas águas do Mar do Sul da China. O episódio ocorreu nas imediações do atol de Pratas, um território gerido por Taipé mas cuja soberania é reivindicada pelo regime de Pequim, de acordo com o relato oficial das autoridades taiwanesas.
A Administração da Guarda Costeira de Taiwan (CGA) revelou que tudo começou ao início da manhã, quando uma patrulheira local intercetou um navio da guarda costeira chinesa a nordeste do atol. Segundo o comunicado de Taipé, a embarcação chinesa aumentou subitamente a velocidade e executou uma mudança de rumo abrupta para entrar numa zona marítima considerada restrita, ignorando os riscos de colisão e a segurança dos tripulantes taiwaneses. Os dois barcos mantiveram um braço de ferro direto que se prolongou por diversas horas.
Durante o impasse, as forças de Taiwan emitiram sucessivas mensagens de rádio a ordenar a retirada do navio intruso, alertando para os riscos económicos globais de uma eventual crise no estreito e lembrando a Pequim a probabilidade de duras sanções internacionais. Esta aproximação ocorre apenas duas semanas depois de um caso semelhante com o mesmo navio chinês naquela região, num padrão de patrulhas que Taipé classifica como assédio regular destinado a simular uma falsa autoridade sobre o atol, por onde passa uma fatia crucial do comércio marítimo do planeta.