Lisboa, 03 jun 2026 (Lusa) — O Executivo minimizou o impacto da greve geral de hoje, assegurando que a esmagadora maioria da população cumpriu o seu dia de trabalho normal. No rescaldo do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, aproveitou para repudiar fortemente os confrontos registados ao final da tarde junto ao Parlamento, classificando a atitude dos manifestantes radicais como intolerável.
O governante fez questão de traçar uma linha clara entre a manifestação pacífica promovida pela CGTP e os desacatos que forçaram a intervenção policial. Leitão Amaro sublinhou que os episódios de violência — que envolveram o arremesso de objetos e fogo em caixotes de lixo — partiram de um grupo isolado de indivíduos, salvaguardando que, de acordo com as informações recolhidas, os organizadores do protesto não têm qualquer responsabilidade direta nos incidentes.
Em conferência de imprensa, o Executivo reafirmou o seu respeito absoluto pelo direito à greve, mas deixou um forte elogio público à atuação e firmeza da Polícia de Segurança Pública na reposição rápida da ordem pública. Os detalhes numéricos sobre a adesão à paralisação nacional contra a legislação laboral ficaram sob a responsabilidade da ministra do Trabalho, que deverá apresentar o balanço final nas próximas horas.