O primeiro-ministro, Luís Montenegro, criticou esta quarta-feira a greve geral, acusando os sindicatos de terem causado impactos negativos na vida de milhares de famílias.
Em declarações a partir do Palácio de São Bento, o chefe do Governo afirmou que a maioria dos portugueses continuou a trabalhar e que a paralisação não trouxe soluções nem novidades para os problemas apresentados.
Montenegro sublinhou que a greve teve consequências visíveis no quotidiano, referindo situações de crianças sem aulas, estudantes impedidos de realizar provas e utentes sem acesso a consultas e cirurgias programadas.
Segundo o primeiro-ministro, os principais prejudicados foram os cidadãos que dependem dos serviços públicos e viram a sua rotina afetada.
“Não estou a colocar em causa o direito à greve, mas é importante perceber o impacto que teve na vida das pessoas”, afirmou, defendendo que os sindicatos devem refletir sobre os resultados da paralisação.
Montenegro reiterou ainda que o Governo mantém o calendário da reforma laboral, que será discutida no Parlamento no próximo dia 18, garantindo abertura para eventuais alterações durante o processo legislativo.
Fonte:JN / Foto:Lusa