Lisboa, 02 jun 2026 (Lusa) — A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) adiantou que antecipa uma forte mobilização para o protesto de quarta-feira. A paralisação visa contestar o novo pacote laboral proposto pelo Executivo, existindo a expectativa de que os primeiros reflexos se façam notar já no período noturno de hoje, nomeadamente no setor da limpeza urbana.
Em declarações à agência Lusa, Cristina Torres salientou o clima de descontentamento na função pública, apontando que os funcionários estão apreensivos não só com as reformas laborais, mas também com a perda de poder de compra e o aumento dos custos de habitação e alimentação. Face a este cenário, a dirigente acredita numa resposta expressiva tanto na administração local como nas empresas municipais.
A greve geral foi convocada pela CGTP-IN para o dia 3 de junho, após o impasse nas negociações com o Governo em sede de Concertação Social. Segundo o STAL, que promoveu centenas de encontros informativos com os trabalhadores, as alterações legislativas em causa afetam de igual modo o setor público e o privado, justificando a forte contestação.
Além do pacote laboral, as reivindicações incluem a valorização das carreiras e um aumento salarial intercalar para mitigar o impacto da inflação no dia-a-day das famílias. A líder sindical sublinhou ainda que áreas como a recolha de lixo devem ser afetadas logo a partir das 22h00 de hoje, prevendo-se também o encerramento de equipamentos municipais, escolas, bibliotecas e piscinas ao longo do dia de amanhã.