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PSD acusa Chega de ser “fraude eleitoral” após votar contra urgência da PSU
Hugo Soares critica posição do Chega e acusa partido de incoerência no discurso sobre apoios sociais
Por Redação
Publicado em 02/06/2026 17:08 • Atualizado 02/06/2026 17:08
Nacional
Foto:Miguel A Lopes / Lusa

Lisboa, 02 jun 2026 (Lusa) – O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, acusou esta terça-feira o Chega de ser uma “fraude eleitoral e populista” após o partido ter votado contra o pedido de urgência do Governo para debater a autorização legislativa da Prestação Social Única (PSU).

Em declarações aos jornalistas no Parlamento, Hugo Soares afirmou que o Chega atua como um “partido de faz de conta”, apontando contradições entre o discurso político e as posições assumidas na votação.

O social-democrata recordou que o Chega tem defendido publicamente maior controlo e rigor na atribuição de apoios sociais, incluindo o combate à fraude, sublinhando que o voto contra agora contraria essas posições.

Segundo Hugo Soares, a decisão do Chega inviabiliza um processo que visa introduzir mais critérios e transparência na atribuição das prestações sociais.

“O país deve estar atento, porque há uma diferença clara entre aquilo que o Chega diz e aquilo que faz”, afirmou o líder parlamentar do PSD.

Apesar do voto contra do Chega, o pedido de urgência do Governo foi aprovado no Parlamento com votos favoráveis de PSD, CDS-PP e IL e abstenções de PS, PAN e JPP.

Hugo Soares alargou ainda as críticas ao líder do Chega, André Ventura, em matéria de política social e laboral, acusando o partido de incoerência nas suas propostas e posições públicas.

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