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Onda de calor de maio foi a terceira mais longa em Portugal, revela IPMA
Fenómeno durou 9,3 dias em média e registou 25 novos recordes de temperatura máxima do ar, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Por Redação
Publicado em 02/06/2026 14:28
Nacional
Foto:Luis Forra

Lisboa, 02 jun 2026 (Lusa) – A onda de calor registada em Portugal a partir de 20 de maio foi a terceira mais longa desde que há registo, com uma duração média de 9,3 dias, e originou 25 novos recordes de temperatura máxima do ar, segundo dados divulgados pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o balanço atualizado a 1 de junho, este episódio de calor extremo é apenas superado pela onda de calor de 1964, que teve uma duração média de 9,7 dias. Em termos de intensidade, a atual onda de calor é também uma das mais significativas, sendo considerada a segunda mais elevada em magnitude média, ficando apenas atrás do episódio registado em 1965.

O IPMA indica que, apesar de alguma evolução recente, ainda se mantêm 10 estações meteorológicas automáticas em situação de onda de calor, sobretudo nas regiões do Norte, Centro interior e Alentejo. As zonas do litoral são as únicas que já não se encontram sob este fenómeno.

Durante o período em análise foram registados 25 novos máximos de temperatura máxima do ar, com maior incidência nos dias 26, 27 e 28 de maio. As estações de Trancoso e Macedo de Cavaleiros registaram dois novos valores recorde no mesmo mês.

Foi ainda registado um novo extremo absoluto em Mora, onde os termómetros chegaram aos 40,3°C, ultrapassando valores anteriores para o mês de maio. Também as estações de Mora e Alvega superaram o antigo recorde absoluto mensal, fixado nos 40°C no Pinhão.

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