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Montenegro reforça que Portugal tem “cada vez mais a obrigação” de não depender de fundos europeus
Primeiro-ministro defende maior autonomia financeira do país e alerta para os desafios do próximo quadro de financiamento da União Europeia.
Por Redação
Publicado em 01/06/2026 15:22 • Atualizado 01/06/2026 15:22
Nacional
Foto:José Coelho / Lusa

Porto, 01 jun 2026 (Lusa) – O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou esta segunda-feira que Portugal deve reduzir gradualmente a dependência dos fundos europeus, defendendo uma maior capacidade de financiamento próprio para impulsionar o desenvolvimento económico e o investimento nacional.

Durante uma cerimónia no Porto que assinalou a transformação do Instituto Politécnico do Porto em Universidade Técnica do Porto, o chefe do Governo destacou que o país tem a responsabilidade de aproveitar os apoios comunitários sem ficar dependente deles para garantir o seu crescimento.

Luís Montenegro alertou ainda para a preparação do próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia, referente ao período entre 2028 e 2032, sublinhando que as novas orientações europeias estarão mais focadas na competitividade, inovação e mérito dos projetos apresentados pelos Estados-membros.

Segundo o primeiro-ministro, o acesso ao financiamento europeu será cada vez mais competitivo, exigindo que Portugal apresente projetos sólidos, inovadores e capazes de contribuir para o desenvolvimento económico da Europa.

O governante apelou também a uma maior colaboração entre instituições de ensino superior, centros de investigação e empresas, defendendo que essa cooperação será fundamental para garantir o acesso aos futuros programas de financiamento comunitário.

Na mesma intervenção, Montenegro destacou a criação da Universidade Técnica do Porto, aprovada recentemente em Conselho de Ministros, considerando que a medida representa uma oportunidade para reforçar a capacidade de inovação, investigação e formação no ensino superior português.

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