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Portugal entra em alerta máximo: mais de 13 mil operacionais e 78 aeronaves prontos para combater fogos
Reforço do dispositivo nacional surge numa altura em que o número de incêndios e a área ardida já mais do que duplicaram face ao ano passado.
Por Redação
Publicado em 01/06/2026 08:12
Nacional
Foto:Pedro Sarmento Costa / Lusa

(Lusa) - O dispositivo especial de combate aos incêndios rurais foi reforçado esta segunda-feira, colocando no terreno mais de 13 mil operacionais, quase três mil viaturas e 78 meios aéreos para enfrentar o período de maior risco de fogos no país.

A nova fase do plano de combate, designada por "nível Charlie", estará em vigor até ao final de junho e mobiliza 13.335 operacionais distribuídos por 2.265 equipas dos vários agentes de proteção e socorro. No terreno estarão também 2.969 veículos e 78 aeronaves, aos quais se juntam três helicópteros da AFOCELCA, estrutura privada de proteção florestal.

Uma das novidades deste ano é a integração, pela primeira vez, de dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea no combate aos incêndios rurais. Segundo as autoridades, a totalidade dos meios aéreos ficará operacional a partir de 15 de junho, uma vez que um helicóptero estatal se encontra atualmente em manutenção.

O dispositivo envolve bombeiros voluntários, elementos da Força Especial de Proteção Civil, militares da GNR e equipas do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, incluindo sapadores florestais e sapadores bombeiros.

Comparativamente ao mesmo período do ano passado, o número de operacionais aumentou ligeiramente, mantendo-se o total de meios aéreos previstos. Em 2025, algumas aeronaves estiveram temporariamente indisponíveis devido a avarias.

O reforço mais significativo acontecerá a partir de 1 de julho, com a entrada em vigor do "nível Delta", considerado o período mais crítico da época de incêndios. Nessa fase, estarão disponíveis mais de 15 mil operacionais, 3.463 viaturas e 81 meios aéreos.

Os dados provisórios do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais revelam que, desde o início do ano, já ocorreram 2.780 incêndios, responsáveis por mais de 10 mil hectares de área ardida. A região Norte concentra a maioria das ocorrências e dos terrenos afetados pelas chamas.

Os números indicam ainda que tanto o total de incêndios como a área ardida mais do que duplicaram em comparação com o mesmo período do ano passado.

 

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