Pequim, 26 mai 2026 (Lusa) — Taiwan denunciou esta terça-feira uma nova operação militar chinesa nas proximidades da ilha, classificando-a como uma “patrulha conjunta de prontidão para combate”, a segunda registada em menos de uma semana.
Segundo o Ministério da Defesa de Taiwan, foram identificadas 21 aeronaves chinesas em operações no espaço marítimo em redor da ilha, incluindo caças J-10 e J-16, aviões de alerta antecipado KJ-500 e drones militares.
As autoridades taiwanesas indicam que 16 desses aparelhos cruzaram a linha mediana do Estreito de Taiwan e entraram em diferentes zonas da área de defesa aérea da ilha, em coordenação com navios da Marinha chinesa.
Em resposta, Taiwan mobilizou aeronaves, navios militares e sistemas de mísseis costeiros para monitorizar a situação.
O Ministério da Defesa acusou Pequim de aumentar a pressão militar sobre a ilha e de tentar “hostilizar” o espaço aéreo e marítimo em redor de Taiwan.
Num gesto pouco habitual, o Governo taiwanês divulgou imagens das movimentações chinesas, incluindo fotografias captadas por meios militares da ilha durante as operações de vigilância.
A nova ação militar ocorre poucos dias depois da cimeira em Pequim entre Xi Jinping e Donald Trump, durante a qual a questão de Taiwan voltou a estar no centro das tensões entre Washington e Pequim.
Durante o encontro, Xi Jinping alertou que qualquer “má gestão” da questão taiwanesa poderá provocar um conflito entre as duas potências.
Já Donald Trump admitiu a possibilidade de suspender um pacote de apoio militar a Taiwan e reiterou que não pretende envolver os Estados Unidos numa guerra em defesa da ilha.
As autoridades taiwanesas alertaram ainda para o reforço da presença naval chinesa na região, indicando que mais de uma centena de embarcações militares foram mobilizadas nos últimos dias.