Praga, 22 de maio de 2026 (Lusa) — A presidente do Parlamento Europeu defendeu que os Estados-membros da União Europeia devem acompanhar a rapidez da Ucrânia na implementação de reformas e acelerar o processo de integração deste país e também da Moldávia no bloco comunitário.
Durante a sua intervenção no fórum de segurança Globsec, na capital checa, a maltesa Roberta Metsola sublinhou que é impressionante ver um país em cenário de guerra conseguir avançar com um volume de trabalho técnico e legislativo que, habitualmente, exigiria uma década a outras nações. Segundo o despacho da agência Lusa, a líder do Parlamento Europeu evitou apontar datas concretas, mas avisou que adiar a integração de Kiev seria um erro estratégico e de segurança, uma vez que os ucranianos lutam também pela estabilidade de toda a Europa.
O posicionamento de Metsola surge no mesmo dia em que foi conhecida uma proposta do chanceler alemão, Friedrich Merz. Numa carta enviada à liderança da União Europeia — incluindo ao presidente do Conselho Europeu, António Costa —, o chefe do Governo germânico sugeriu a atribuição de um estatuto de "membro associado" à Ucrânia, como uma etapa intermédia e decisiva antes da integração plena, de forma a contornar os previsíveis atrasos burocráticos e políticos do processo de ratificação.
No mesmo evento em Praga, a presidente da Moldávia, Maia Sandu, garantiu que o seu país está totalmente preparado para iniciar as negociações de todos os capítulos de adesão. Sandu denunciou ainda as constantes interferências de Moscovo nos atos eleitorais moldavos, através do financiamento de oligarcas e forças políticas, reiterando que a entrada na União Europeia é o único caminho estratégico para garantir a sobrevivência da democracia moldava.