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Dispositivo de Combate a Incêndios Rurais sem a totalidade dos helicópteros operacionais
Por Redação
Publicado em 21/05/2026 18:40
Nacional
Foto:Pedro Sarmento Costa / Lusa

LISBOA – O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) enfrenta, nesta fase, uma ligeira carência de meios aéreos. Segundo informações da Força Aérea Portuguesa (FAP), reportadas pela agência Lusa, o dispositivo opera atualmente com dois helicópteros em falta devido a trabalhos de manutenção programada.

Neste momento, o combate aos fogos florestais encontra-se no denominado "nível Bravo", que prevê a utilização de 37 aeronaves até ao final do mês de maio. De acordo com a FAP, responsável pela gestão destes meios, um dos helicópteros deverá regressar ao serviço a 30 de maio, enquanto o segundo apenas estará operacional a 15 de junho.

A partir do dia 1 de junho, o DECIR entrará numa nova fase de reforço, elevando a meta para 78 aeronaves disponíveis. Apesar da indisponibilidade temporária de uma unidade, a Força Aérea estima que, até meados de junho, o dispositivo conte com 77 meios, atingindo a totalidade prevista assim que o último helicóptero termine a manutenção.

Este ano, o dispositivo inclui, pela primeira vez, dois helicópteros Black Hawk operados pela FAP, somando-se aos três meios da AFOCELCA. Em termos de recursos humanos, o terreno conta atualmente com cerca de 11.955 operacionais. O dispositivo atingirá a sua capacidade máxima entre julho e setembro, o período mais crítico do ano, com uma mobilização prevista de 15.149 operacionais e mais de 3.400 viaturas.

Dados provisórios do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) revelam que, desde o início de 2026, já foram registadas 2.379 ocorrências de incêndio rural, resultando em cerca de 10 mil hectares de área ardida.

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