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Carneiro afirma que Governo quer limitar direitos aos trabalhadores com reforma trabalhista
Publicado em 19/05/2026 00:50 • Atualizado 19/05/2026 01:06
Nacional
Secretário-geral do PS , José Luís Carneiro / Foto: Estela Silva/ Lusa

18 de maio de 2026 (Lusa) — O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusou esta segunda-feira o Executivo de Luís Montenegro de promover um retrocesso social ao apresentar uma proposta de legislação que visa retirar direitos aos trabalhadores. Durante uma visita à Escola Secundária Gonçalves Zarco, em Matosinhos, o líder socialista criticou as opções do Governo PSD/CDS-PP, afirmando que, ao contrário dos cartazes que espalhou pelo país a anunciar que trabalha pelo futuro, a coligação está efetivamente a "trabalhar para o passado".

Carneiro classificou as medidas como uma "contrarreforma" face à Agenda para o Trabalho Digno. O líder da oposição explicou que o novo pacote abre caminho ao despedimento sem justa causa, uma vez que as empresas deixam de ser obrigadas a reintegrar um funcionário mesmo que o tribunal considere o despedimento infundado. O secretário-geral do PS alertou ainda para o aumento da precariedade e a consequente desvalorização salarial, resultantes da intenção do Governo de alargar o número de anos permitidos para os contratos a prazo.

Para o dirigente do PS, a mensagem enviada às empresas está errada, argumentando que o crescimento da economia deve assentar na inovação, no conhecimento e na qualificação profissional, e não na fragilização dos trabalhadores.

No final da visita, José Luís Carneiro evitou comentar as críticas do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, sobre a polémica utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos, remetendo os esclarecimentos e o debate em exclusivo para o espaço parlamentar.

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