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Um em cada três candidatos à GNR falha nos testes de personalidade
Publicado em 13/05/2026 07:39 • Atualizado 13/05/2026 07:40
Nacional
@Lusa

Lisboa (Lusa) – A Guarda Nacional Republicana (GNR) expulsou 51 militares nos últimos quatro anos devido a comportamentos desviantes, revelou o comandante-geral da instituição, tenente-general Rui Veloso.

Entre as causas para estas expulsões, que somam 13 casos apenas no decorrer de 2026, encontram-se crimes de violência doméstica e burlas, cometidos tanto em contexto de serviço como na vida privada.

Segundo Rui Veloso, o estatuto e o código deontológico da Guarda exigem que o militar mantenha uma conduta exemplar em todas as esferas da sua vida.

Esta política de rigor estende-se aos militares recém-formados que, durante o primeiro ano de serviço (regime probatório), são avaliados permanentemente e podem ser afastados caso demonstrem atitudes incompatíveis com os valores da corporação.

No que toca ao recrutamento, o comandante destacou o elevado nível de exigência das provas psicológicas. Em média, cerca de 30% a 35% dos candidatos são chumbados nesta fase, o que correspondeu, no último curso, a um número entre 550 e 600 candidatos excluídos por questões relacionadas com o perfil de personalidade.

O responsável assegurou que a GNR manterá este rigor e nunca facilitará na seleção, mesmo perante a escassez de efetivos.Atualmente, encontra-se a decorrer um curso com 800 novos candidatos, um reforço que permitirá aumentar o efetivo operacional no final do ano, após o período de estágio de verão.

O comando da GNR sublinhou ainda a importância do Plano de Prevenção de Manifestação de Discriminação, que introduziu melhorias no recrutamento e na formação sobre direitos humanos dentro da força de segurança.

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