(Lusa) - As equipas de emergência da Malásia iniciaram uma vasta operação de busca e salvamento no estado de Perak, no noroeste do país, na tentativa de localizar 14 pessoas que desapareceram após o naufrágio de uma embarcação na passada segunda-feira. O alerta foi dado por um pescador local que avistou sobreviventes à deriva, desencadeando a mobilização imediata da Guarda Costeira, da Marinha Real e da Polícia Marítima. Segundo as autoridades, o barco transportava 37 cidadãos indonésios, alegadamente migrantes em situação irregular.
Até ao momento, 23 sobreviventes — 16 homens e sete mulheres — foram resgatados por um barco de pesca que se encontrava na zona, mas 14 passageiros continuam por localizar. As investigações preliminares sugerem que o grupo terá partido de Sumatra, na Indonésia, no último sábado, com o objetivo de alcançar diversos centros urbanos na Malásia, incluindo a capital Kuala Lumpur e a região de Penang. No local, foram já recuperados pertences das vítimas, que estão a ser utilizados nos procedimentos de identificação junto dos sobreviventes.
Este incidente volta a colocar o foco na perigosidade das rotas migratórias na região. Mohamad Shukri bin Khotob, diretor da Guarda Costeira de Perak, confirmou que a embarcação era operada por três tripulantes de nacionalidade birmanesa e assegurou que as buscas serão intensificadas até que todas as vítimas sejam encontradas. O naufrágio ocorre num contexto de vigilância apertada, recordado pela tragédia de novembro passado, onde 27 migrantes da minoria rohingya perderam a vida em circunstâncias semelhantes ao largo da costa malaia.