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Kiev e europeus recusam ex-chanceler alemão Schroeder como mediador
Publicado em 11/05/2026 12:32
International
@Lusa

(Lusa) - A Ucrânia e as principais potências europeias manifestaram esta segunda-feira, em Bruxelas, uma oposição firme à possibilidade de o antigo chanceler alemão Gerhard Schroeder atuar como mediador nas negociações de paz com a Rússia. A proposta, que partiu originalmente de Vladimir Putin, foi liminarmente descartada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, que afirmou que Kiev não apoia tal candidatura e prefere ver a União Europeia a desempenhar um papel complementar à liderança diplomática dos Estados Unidos.

Também o Governo da Alemanha, através do ministro para os Assuntos Europeus, Gunther Krichbaum, rejeitou o nome de Schroeder, sublinhando que o antigo governante não possui a neutralidade necessária para a função. Berlim e Bruxelas argumentam que a proximidade histórica de Schroeder a Putin e os seus anos como gestor em empresas estatais russas de energia comprometem a sua integridade como ator imparcial. Kaja Kallas, chefe da diplomacia europeia, reforçou esta posição ao classificar Schroeder como um antigo "lobista de alto nível" dos interesses russos.

Face ao impasse sobre quem poderá representar a Europa numa eventual mesa de negociações, o chefe da diplomacia italiana, Antonio Tajani, defendeu que a escolha do negociador deve ser uma decisão coletiva dos 27 Estados-membros e não de Moscovo. Tajani admitiu que o presidente do Conselho Europeu, António Costa, é um "nome prestigiado" que poderá vir a ser considerado para liderar este processo, caso se verifique uma vontade real por parte da Rússia em pôr fim ao conflito que dura desde 2022.

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