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Hamas acusa Israel de querer bloquear recuperação de Gaza
Publicado em 11/05/2026 12:15
International
@Lusa

(Lusa) - O movimento Hamas condenou esta segunda-feira um bombardeamento israelita em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, que resultou na morte de dois membros das forças de segurança, entre os quais o chefe do departamento de investigação criminal da polícia local. Em comunicado, o grupo islamita acusou Telavive de promover o "caos de segurança" para desestabilizar o território e minar os esforços de regresso à normalidade e à reconstrução das instituições civis.

Segundo o Hamas, este ataque representa uma violação clara dos acordos de cessar-fogo estabelecidos em outubro passado, sob a proposta dos Estados Unidos. O grupo argumenta que a persistência de assassinatos e bombardeamentos cirúrgicos demonstra uma tentativa deliberada de Israel de impedir qualquer caminho para a redução de tensões. De acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde de Gaza, validados pela ONU, já foram confirmadas 854 mortes e mais de 2.400 feridos desde que a trégua entrou oficialmente em vigor.

Atualmente, a Faixa de Gaza permanece dividida pela chamada "linha amarela": 53% do território a leste está sob controlo militar israelita, enquanto os restantes 47% na zona costeira permanecem sob gestão palestiniana. O Hamas apelou à intervenção urgente da comunidade internacional para travar estas incursões, alertando que a destruição de agências de segurança civis inviabiliza a distribuição de ajuda humanitária e a estabilidade interna necessária para a recuperação do enclave.

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