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Saúde: Autocuidados poupam 9,6 mil milhões de euros, mas literacia é insuficiente
Publicado em 06/05/2026 07:43 • Atualizado 06/05/2026 07:43
Nacional
Foto:António Pedro Santos

A sustentabilidade do sistema de saúde português poderá depender mais do comportamento do cidadão do que do investimento direto em infraestruturas. Um estudo recente indica que a promoção de autocuidados tem o potencial de poupar 9,6 mil milhões de euros anuais, mas a baixa literacia da população trava esta eficiência.

O valor, que representa uma fatia significativa do investimento dedicado à saúde, reflete o impacto de uma gestão individual mais consciente e informada. De acordo com os dados avançados pela agência Lusa, quase metade deste montante — cerca de 4,8 mil milhões de euros — corresponde a custos que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) deixaria de suportar diretamente através de consultas desnecessárias e episódios de urgência evitáveis.

No entanto, o relatório alerta para um obstáculo estrutural: o nível de literacia em saúde dos portugueses permanece insuficiente. Esta lacuna impede que os cidadãos tomem decisões fundamentadas sobre a sua própria condição, resultando muitas vezes num recurso inadequado aos serviços médicos, o que encarece o sistema e sobrecarrega os profissionais.

Especialistas sublinham que, para converter este potencial de poupança em realidade, é urgente investir em campanhas de educação que capacitem a população para a prevenção primária. Sem uma mudança no paradigma do conhecimento, o SNS continuará a enfrentar uma pressão financeira que poderia ser mitigada pela literacia dos seus utentes.

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