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CPLP reitera investimento nos jovens para garantir o futuro da língua portuguesa
Publicado em 05/05/2026 17:45
Cultura
Foto:Marcos Borga / Lusa

A secretária executiva da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Maria de Fátima Jardim, sublinhou hoje a importância estratégica das novas gerações para a preservação e expansão global do idioma. Durante as celebrações do Dia Mundial da Língua Portuguesa, na sede da organização em Lisboa, a responsável defendeu que a aposta nas escolas e nos meios digitais é o pilar fundamental para assegurar a vitalidade da lusofonia.

Segundo declarações citadas pela agência Lusa, Maria de Fátima Jardim classificou a língua como um "ativo estratégico" e um veículo de união entre nações de diferentes continentes. Sendo o idioma mais falado no Hemisfério Sul, o português é visto pela CPLP não apenas como uma herança cultural extraordinária, mas como uma ferramenta capaz de gerar novas oportunidades e fortalecer a influência dos Estados-membros no cenário global.

A cerimónia contou também com a intervenção de Natália Carrascalão, representante permanente de Timor-Leste junto da CPLP, que destacou o percurso singular do idioma no sudeste asiático. Apesar da vasta diversidade linguística do país, onde coexistem mais de 30 dialetos além do tétum, o português tem registado avanços sólidos através do trabalho de instituições como a Escola Portuguesa e os Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE).

De acordo com a diplomata, o interesse pela língua portuguesa tem extravasado as fronteiras da comunidade, com países como a Indonésia e a Austrália a demonstrarem intenções de introduzir o idioma nos seus sistemas de ensino. Este fenómeno reforça a projeção internacional do português como um veículo de conhecimento, diálogo e resistência cultural.

O Dia Mundial da Língua Portuguesa, instituído pela CPLP em 2009 e oficialmente reconhecido pela UNESCO em 2019, celebra a identidade partilhada pelos nove Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

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