Os profissionais do setor da saúde iniciam, às 00h00 desta segunda-feira, uma greve de dois dias que promete condicionar o funcionamento das unidades hospitalares em todo o país. O protesto, convocado pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS), estende-se até ao final do dia 5 de maio e abrange todos os trabalhadores do setor, independentemente do seu vínculo laboral ou filiação sindical.
No centro das reivindicações está a exigência de melhores salários e a melhoria das condições de trabalho. O sindicato reclama a reposição de pontos perdidos nos sistemas de avaliação, a contratação urgente de pessoal para travar o recurso excessivo a turnos suplementares — que chegam a atingir as 16 horas consecutivas — e o pagamento de horas em dívida.
Além da paralisação, está agendada para a manhã de hoje uma manifestação junto ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Os trabalhadores protestam também contra o recente pacote laboral apresentado pelo Governo. Embora a adesão se preveja elevada, a greve está sujeita ao cumprimento de serviços mínimos para garantir a assistência urgente aos utentes.
Este movimento marca o início de um mês de forte contestação no setor. Para o próximo dia 12 de maio, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) já convocou uma greve nacional que afetará os setores público, privado e social. José Carlos Martins, presidente do SEP, sublinha que, apesar das negociações em curso com o Executivo, é imperativo resolver problemas estruturais que afetam a dignidade da profissão há vários anos.
Fonte:Lusa / Foto:Direitos Reservados