O partido Chega anunciou que vai formalizar a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contornos políticos da "Operação Influencer". A iniciativa surge na sequência dos desenvolvimentos do processo judicial que envolve suspeitas de irregularidades em negócios de grande escala, nomeadamente nos setores do lítio, do hidrogénio verde e na instalação de um centro de dados em Sines.
O objetivo central desta comissão é o apuramento de responsabilidades políticas e o escrutínio das decisões tomadas pelo anterior Executivo. O Chega defende que a transparência democrática exige que a Assembleia da República não se limite a aguardar o desfecho judicial, mas que assuma o seu papel fiscalizador para clarificar se houve favorecimento de interesses privados ou influências indevidas na gestão de dossiês estratégicos para o país.
No documento que será submetido ao Parlamento, o partido pretende que sejam ouvidos diversos intervenientes diretos e indiretos no processo, incluindo antigos governantes e decisores públicos. Para o Chega, esta é uma oportunidade essencial para devolver a confiança dos cidadãos nas instituições, garantindo que as ramificações de um dos casos mais mediáticos da política portuguesa recente sejam totalmente explicadas perante os representantes eleitos.
A proposta seguirá agora para os trâmites regimentais da Assembleia da República, onde será debatida e votada pelos restantes grupos parlamentares. Caso venha a ser aprovada, a comissão terá plenos poderes para aceder a documentação e convocar audições que ajudem a detalhar como foram conduzidos os processos de licenciamento e aprovação que estão agora sob investigação.
Fonte e Foto:Lusa