A Direção-Geral da Saúde (DGS) assumiu hoje que a inexistência de um sistema de informação centralizado está a comprometer a monitorização das taxas de cesarianas no país. Segundo as declarações da diretora-geral da Saúde à agência Lusa, a falta de articulação de dados entre os setores público e privado impede que as autoridades de saúde tenham um panorama completo e rigoroso sobre o aumento deste tipo de intervenções.
A responsável sublinhou que, sem um sistema integrado que reúna os cuidados obstétricos de todas as unidades de saúde, torna-se difícil analisar as causas exatas do crescimento das taxas de cesarianas, dificultando assim a definição de políticas públicas mais eficazes para o setor.
Esta lacuna na partilha de informação obstétrica tem sido um dos principais obstáculos apontados por especialistas para explicar a discrepância de dados entre hospitais públicos e clínicas privadas, numa altura em que o acompanhamento da saúde materna e infantil está sob forte escrutínio público.