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25 de Abril: Chega reclama voz para "esquecidos de Abril" e afirma que data pertence a todos
Publicado em 25/04/2026 17:17
Nacional
Líder do Chega, André Ventura

LISBOA – Na sessão solene do 52.º aniversário do 25 de Abril, o líder do Chega, André Ventura, defendeu que o partido assume o papel de dar voz aos "esquecidos de Abril". No seu discurso na Assembleia da República, Ventura afirmou que celebrar a Revolução deve significar "assumir toda a história" do país, recusando que a celebração seja um património exclusivo dos capitães de Abril.

Num gesto de diferenciação simbólica, o dirigente subiu ao púlpito com um cravo verde na lapela, cor que justificou como uma homenagem à comunidade emigrante e aos portugueses que residem no estrangeiro.

André Ventura argumentou que, nos últimos anos, nasceu em Portugal uma "nova classe de silenciados" cujas promessas de Abril ficaram por cumprir. O líder do Chega enumerou casos de pequenos empresários sobrecarregados por impostos, forças de segurança que se sentem desprotegidas e famílias com dificuldades no acesso a apoios sociais e habitação. Para o deputado, estes grupos constituem os "novos revoltosos" que exigem uma voz ativa fora dos protocolos oficiais.

Ao longo de uma intervenção que excedeu o tempo regulamentar, o presidente do Chega defendeu que o 25 de Abril pertence a todas as Forças Armadas e a todos os quadrantes políticos. Ventura criticou a visão da esquerda sobre a data e apelou a que a Constituição sirva para garantir direitos fundamentais efetivos, como saúde, educação e salários dignos, lembrando ainda o papel histórico dos antigos combatentes e dos retornados.

Fonte:Lua / Foto:Rodrigo Antunes

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