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Ex-chefe de gabinete de secretária de Estado diz não ter recebido pré-aviso da greve do INEM
Publicado em 22/04/2026 20:07 • Atualizado 22/04/2026 20:07
Nacional

Lisboa, 22 de abril de 2026 – Anabela Barata, antiga chefe de gabinete da ex-secretária de Estado da Gestão da Saúde, afirmou esta quarta-feira, em sede de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que o pré-aviso de greve do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) de 2024 nunca deu entrada formal no seu gabinete.

Perante os deputados, a ex-responsável explicou que apenas teve conhecimento de um "aviso de que iria ser enviado um pré-aviso", mas reiterou que o documento oficial — necessário para desencadear procedimentos legais e a definição de serviços mínimos — não foi rececionado. "Não informei a secretária de Estado desta intenção, porque só informo factos, não intenções", justificou, sublinhando que o gabinete não avançaria com trabalhos internos sem a formalização do documento.

A audição foi marcada pelo confronto direto, com os deputados a apresentarem documentação que aponta para a existência de "recibos de leitura" associados aos emails enviados pelo sindicato ao gabinete ministerial. Apesar de o relatório da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) indicar que o aviso prévio foi enviado a 9 de outubro de 2024, Anabela Barata manteve a sua posição, alegando que todas as entradas institucionais são centralizadas e referenciadas por um serviço de apoio ministerial.

Esta linha de defesa sustenta as declarações anteriores de Cristina Vaz Tomé, que também negou ter sido informada sobre a paralisação. A greve em causa, ocorrida no final de 2024, está no centro da investigação parlamentar devido aos atrasos no socorro que resultaram em 12 mortes durante o período de protesto.

Fonte:Lusa / Foto:Direitos  Reservados

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