A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, manifestou esta terça-feira a sua confiança de que a UGT manterá a postura de "compromisso com o país" para viabilizar a nova lei laboral. Durante a 3.ª Conferência Anual do Trabalho, a governante sublinhou que, após nove meses de intensas negociações e quase 60 reuniões, a conclusão do processo na Concertação Social depende agora da decisão final daquela central sindical.
A ministra destacou a "boa-fé" demonstrada pelo Executivo e pelas confederações patronais ao longo de centenas de horas de debate, reforçando que o Governo privilegiou sempre o diálogo como espaço de construção da reforma. Para a responsável, a UGT tem-se distinguido historicamente por soluções reformistas, distanciando-se de visões que apenas propõem o bloqueio à mudança.
Contudo, Rosário Palma Ramalho deixou claro que o processo não irá estagnar. Caso a UGT não acompanhe o acordo, o Governo apresentará a reforma diretamente no Parlamento. A ministra garantiu que o documento final não será apenas o anteprojeto inicial, mas sim uma versão enriquecida pelos contributos recolhidos junto dos parceiros sociais, da academia e da sociedade civil durante o último ano.
Fonte:Lusa / Foto:Manuel de Almeida