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Governo garante reforço da rede e novos meios já para este verão
Publicado em 20/04/2026 07:58
Nacional
Ministro da Administração Interna, Luís Neves,

O Ministro da Administração Interna, Luís Neves, anunciou que a rede SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal) terá melhorias significativas e visíveis já este verão. O objetivo central é aumentar a eficácia da resposta e evitar falhas críticas de comunicação, como as registadas em episódios recentes de apagões e tempestades.

As alterações, que serão detalhadas oficialmente nos próximos dias, preveem um reforço substancial no número de equipamentos, retransmissores e a criação de canais próprios de comunicação. Segundo o governante, estas medidas permitirão dar "saltos qualitativos" no alcance e na resiliência do sistema, garantindo que todos os operacionais tenham os meios necessários para comunicar em cenários de elevada exigência.

Após o relatório do grupo de trabalho sobre as falhas no "apagão" de abril de 2025, o ministro sublinhou que a prioridade é a capacidade técnica e a redundância, rejeitando uma mera mudança de nome da marca. Para garantir maior segurança, será anunciada uma nova camada de redundância que terá as juntas de freguesia como foco principal, aproveitando a sua proximidade estratégica com as populações.

Além da componente tecnológica, o Governo ativou o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO) para responder aos estragos causados pelas tempestades no início do ano. Esta estrutura, sediada em Leiria, coordena atualmente a limpeza de terrenos e a desobstrução de caminhos essenciais para o combate aos incêndios florestais em 22 concelhos identificados em situação de calamidade.

Atualmente, a operação mobiliza 1.500 operacionais e cerca de 400 equipamentos para limpar mais de três mil quilómetros de estradas e aceiros. Com o CIPO em pleno funcionamento, o executivo pretende eliminar barreiras burocráticas e garantir que os meios de socorro consigam aceder aos locais críticos sem obstáculos durante os meses de maior risco.

Foto:Lusa / Foto:Rodrigues Antunes

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