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Mais de 600 mil pessoas em pobreza energética em Portugal, alertam organizações
Publicado em 14/04/2026 08:38 • Atualizado 14/04/2026 08:38
Sociedade

Quatro organizações alertaram para a existência de mais de 600 mil pessoas em situação de pobreza energética severa em Portugal, sublinhando que as soluções atuais são pouco eficazes e precisam de ser melhoradas.

As entidades envolvidas — entre as quais a Coopérnico, GEOTA, EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza e ZERO — estimam ainda que entre 1,8 e três milhões de pessoas vivam em situação de pobreza energética no país.

Segundo o comunicado, os programas de apoio existentes apresentam falhas significativas, com processos burocráticos, atrasos e falta de recursos humanos qualificados, o que tem gerado insatisfação e desconfiança por parte dos candidatos.

As organizações apontam ainda que medidas como o isolamento térmico e a substituição de janelas e portas deveriam ser priorizadas, em vez de soluções centradas apenas na climatização das habitações.

Entre os programas analisados estão o “Edifícios Mais Sustentáveis”, o “Vale Eficiência” e o “E-Lar”, que têm registado críticas relacionadas com a complexidade dos processos, demora nas respostas e dificuldades de acesso, sobretudo para pessoas com menor literacia digital.

As entidades defendem a necessidade de programas mais estruturados, maior transparência, reforço do apoio de proximidade e melhor acompanhamento dos projetos, bem como o reforço de recursos técnicos e humanos.

Apelam ainda a medidas adicionais no Orçamento do Estado, incluindo incentivos fiscais, apoios a famílias vulneráveis e financiamento para comunidades de energia renovável.

Fonte:Lusa / Foto:Luis Forra

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