A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou esta quarta-feira que, para já, não existem motivos para uma preocupação acrescida quanto a uma eventual subida do preço dos medicamentos, embora considere que o país deve estar preparado para possíveis impactos futuros.
A governante reagia a declarações do presidente da Associação da Indústria Farmacêutica, que prevê um aumento dos preços dos medicamentos, mais cedo ou mais tarde, devido à inflação, à pressão política e ao aumento dos custos de matérias-primas, como petróleo, plásticos, vidro e alumínio, bem como a fatores associados ao contexto internacional.
Ana Paula Martins sublinhou que a atual conjuntura energética poderá, a prazo, afetar diversos setores, incluindo o farmacêutico, ainda que esse impacto não seja, para já, uma preocupação imediata. Nesse sentido, referiu que o Governo está a acompanhar a situação.
A ministra falava no Hospital de Santo André, em Leiria, onde inaugurou uma nova sala de Pacing e Eletrofisiologia, integrada num investimento de cerca de 7,5 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência. O projeto permitiu a aquisição de equipamentos como um sistema de cirurgia robótica, um sistema de ressonância magnética e um angiógrafo digital de teto.
Segundo a unidade de saúde, este investimento reforça a capacidade de resposta nas áreas cirúrgica e imagiológica, promovendo cuidados mais diferenciados e inovadores.
A nova sala representa também um avanço na área da cardiologia, permitindo diagnósticos mais precisos de arritmias, a realização de procedimentos menos invasivos, a implantação e acompanhamento de dispositivos cardíacos e a redução da necessidade de transferências de doentes, assim como dos tempos de espera.
No final da visita, Ana Paula Martins agradeceu aos profissionais de saúde pelo trabalho desenvolvido durante o mau tempo, destacando o empenho demonstrado e entregando uma placa de reconhecimento pela dedicação durante a intempérie.
Fonte e Foto:Lusa