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Plataforma Saúde em Diálogo alerta para fragilidades no SNS e pede registo único
Organização defende sistema mais integrado para melhorar acesso, eficiência e segurança nos cuidados
Publicado em 07/04/2026 08:41 • Atualizado 07/04/2026 08:42
Sociedade

A Plataforma Saúde em Diálogo alerta para fragilidades no Serviço Nacional de Saúde (SNS), como listas de espera elevadas e ruturas de medicamentos nos hospitais, defendendo a criação de um registo único de saúde.

No Dia Mundial da Saúde, a organização — que representa 86 associações de doentes, consumidores e promotores de saúde — sublinha a necessidade de um SNS mais moderno, integrado e centrado nas pessoas.

A proposta passa pela implementação de um registo único, com interoperabilidade entre diferentes níveis de cuidados, incluindo hospitais, centros de saúde, farmácias e setor social, de forma a melhorar a continuidade dos tratamentos e reforçar a segurança clínica.

Segundo a plataforma, a ausência de um sistema integrado continua a provocar fragmentação da informação, repetição de exames, atrasos na decisão clínica e maiores riscos, sobretudo para doentes crónicos.

A organização alerta ainda para a pressão crescente sobre o SNS, referindo que, no final de 2025, mais de 1,3 milhões de utentes aguardavam resposta, incluindo mais de 1,08 milhões em lista de espera para consultas de especialidade e cerca de 264 mil para cirurgia.

Outro problema destacado é a rutura de medicamentos nos hospitais, uma situação que, segundo a plataforma, tem impacto direto no tratamento dos doentes e na confiança no sistema de saúde.

A Plataforma Saúde em Diálogo defende também a expansão da dispensa de medicamentos hospitalares em farmácias comunitárias, medida que considera essencial para promover maior equidade no acesso, mas que ainda chega a um número reduzido de utentes.

Por fim, alerta para desigualdades no acesso a terapias inovadoras e medicamentos biológicos, defendendo regras nacionais que garantam igualdade de acesso, independentemente da região.

A organização apela, assim, a uma resposta urgente e estruturada para reforçar o SNS e garantir melhores condições de acesso, eficiência e justiça no sistema de saúde.

Fonte:Lusa / Foto:Direitos Reservados

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