As parcerias convencionadas tornaram-se um pilar central na resposta de saúde em Portugal. Atualmente, os prestadores externos ao Estado realizam a vasta maioria das análises clínicas e meios de diagnóstico solicitados pelo serviço público.
O papel dos prestadores privados e do setor social no ecossistema da saúde portuguesa atingiu uma dimensão sem precedentes. Segundo dados recentes, estas entidades são responsáveis pela realização de cerca de 150 milhões de atos médicos convencionados por ano, servindo de suporte direto ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Este volume de atividade abrange uma fatia esmagadora dos exames complementares de diagnóstico e terapêutica, com especial incidência nas análises clínicas, onde a rede privada assegura a quase totalidade dos pedidos efetuados nos centros de saúde e hospitais públicos.
A dependência mútua entre o Estado e os privados tem-se consolidado como a solução para evitar o colapso das listas de espera e garantir a proximidade dos serviços à população. Entre os principais números desta cooperação destacam-se:
Análises e Imagiologia: Os setores convencionados realizam a maioria dos exames laboratoriais, ecografias e TACs.
Fisioterapia e Hemodiálise: Áreas onde a capacidade de resposta pública é historicamente limitada e quase totalmente suprida por externos.
"Sem a rede de convenções, o SNS não teria capacidade instalada para responder ao volume de diagnósticos necessários no dia a dia", apontam especialistas do setor, sublinhando que esta colaboração é hoje "estrutural e não apenas conjuntural".
Apesar da escala desta operação, o debate político continua a centrar-se na sustentabilidade financeira destas parcerias e na necessidade de garantir que o investimento público no setor privado resulte num acesso mais rápido e equitativo para os utentes em todo o território nacional.
Fonte:Lusa / Foto:IA