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Trump chama cobardes aos países da NATO por não protegerem estreito de Ormuz
Presidente dos EUA alerta que Washington não esquecerá falta de apoio de aliados na proteção de rota estratégica
Publicado em 20/03/2026 18:48 • Atualizado 20/03/2026 18:48
International
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou esta sexta-feira os países da NATO de serem “cobardes” por não se comprometerem a ajudar os EUA a proteger o estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

Em declarações à imprensa em Washington, Trump afirmou que a recusa dos aliados será lembrada, destacando a importância estratégica do estreito e o papel dos Estados Unidos na manutenção da segurança internacional. “Os Estados Unidos não se esquecerão daqueles que não quiseram contribuir para proteger uma rota vital para o comércio mundial”, declarou o presidente.

O estreito de Ormuz, situado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é uma passagem crucial por onde circula uma grande parte do petróleo transportado globalmente. Tensões recentes na região aumentaram a preocupação de Washington com a liberdade de navegação e a segurança das rotas marítimas.

Trump sublinhou ainda que os EUA continuam preparados para agir sozinhos se necessário, reiterando que proteger os interesses norte-americanos e aliados estratégicos será sempre uma prioridade, mesmo sem o apoio de alguns parceiros da NATO.

Fontes internacionais indicam que vários governos europeus justificaram a recusa em enviar forças militares alegando que a situação no estreito não constitui uma ameaça direta à segurança coletiva da NATO, preferindo soluções diplomáticas e mandatos internacionais antes de se comprometerem com operações militares.

O estreito de Ormuz é vital para o transporte de cerca de 20% das exportações globais de petróleo e gás, e qualquer bloqueio ou escalada de tensão tem impacto direto nos mercados energéticos mundiais.

A reação de Trump intensifica as tensões já existentes entre Washington e aliados europeus na NATO, num momento em que o papel da aliança e a cooperação militar entre os membros estão sob debate, sobretudo em relação à responsabilidade de cada país na segurança global e na resposta a crises externas.

Fonte e Foto:Lusa

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