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Conselho Europeu escolhe Boris Vujčić para substituir Luis de Guindos em junho
O governador do banco central da Croácia assumirá a vice‑presidência do BCE para um mandato de oito anos.
Publicado em 20/03/2026 08:53 • Atualizado 20/03/2026 08:54
International
Boris Vujčić

O Conselho Europeu decidiu hoje nomear Boris Vujčić, atual governador do banco central da Croácia, como o novo vice‑presidente do Banco Central Europeu (BCE). Vujčić tomará posse a 1 de junho de 2026, sucedendo a Luis de Guindos, cujo mandato termina no final de maio, e cumprirá um mandato de oito anos, não renovável.

A nomeação resulta de um processo formal que envolveu consulta ao Parlamento Europeu e ao Conselho do BCE, conforme previsto no Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia. A escolha de Vujčić foi apoiada pelos líderes dos Estados-membros da zona euro e é vista como um passo estratégico para trazer experiência consolidada em política monetária à direção do BCE.

Boris Vujčić, 61 anos, é economista de formação e professor universitário. Desde 2012 lidera a Hrvatska narodna banka, tendo desempenhado um papel central na entrada da Croácia na zona euro em 2023, tornando o país no 20.º membro da área monetária única.

Ao longo da sua carreira, Vujčić tem-se destacado por uma abordagem equilibrada à política monetária, focada no combate à inflação e na estabilidade financeira. Analistas europeus classificam-no como um responsável com experiência profunda, que combina prudência com visão estratégica de longo prazo.

O cargo de vice‑presidente do BCE é um dos mais influentes na definição da política monetária da zona euro, incluindo decisões sobre taxas de juro, supervisão bancária e orientação estratégica da instituição. A chegada de Vujčić marca também um momento simbólico: é raro que um representante de um país relativamente pequeno assuma um posto executivo tão alto no BCE, historicamente dominado por responsáveis de Estados maiores.

Luis de Guindos ocupou a vice-presidência desde 2018, depois de uma carreira destacada em Espanha, incluindo funções como ministro da Economia, e deixa o cargo com a reputação de ter contribuído significativamente para a estabilidade da zona euro nos últimos anos.

Com esta nomeação, o BCE reforça o seu compromisso de equilibrar experiência técnica e diversidade geográfica na sua direção, preparando-se para enfrentar os desafios económicos e monetários dos próximos anos.

Fonte e Foto:Lusa

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