O Presidente do Conselho Europeu, António Costa, expressou hoje “total solidariedade com Portugal” na sequência das tempestades severas que atingiram várias regiões do país, provocando danos significativos em infraestruturas, cortes de energia e prejuízos em habitações e equipamentos públicos.
As depressões, incluindo a tempestade Kristin, causaram inundações, quedas de árvores e interdição de estradas em múltiplos concelhos, deixando milhares de cidadãos em situação de emergência. Em algumas zonas, escolas e comércio foram obrigados a encerrar temporariamente, enquanto equipas de proteção civil e forças de segurança mobilizaram-se para atender vítimas e minimizar riscos.
Como Presidente do Conselho Europeu, António Costa reforçou o papel da União Europeia na resposta a desastres naturais, destacando que Portugal pode acionar mecanismos de solidariedade, como o Mecanismo de Proteção Civil da UE, para receber assistência financeira e logística. “Estamos ao lado de Portugal neste momento difícil, prontos para coordenar esforços e fornecer todo o apoio necessário”, afirmou.
A solidariedade expressa por Costa reflete também a atenção de outras instituições europeias. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, manifestaram apoio às populações afetadas, enquanto diversos Estados‑membros da UE ofereceram assistência técnica e logística.
No plano interno, várias autarquias portuguesas e associações de voluntariado intensificaram a ajuda às comunidades mais atingidas, coordenando esforços com autoridades nacionais e regionais. António Costa sublinhou que a coesão social e a colaboração entre governos locais e europeus são fundamentais para acelerar a recuperação e minimizar os efeitos das intempéries.
O Conselho Europeu acompanha de perto a situação e poderá propor medidas adicionais de solidariedade, incluindo apoio financeiro para reparação de infraestruturas, reforço de recursos de proteção civil e assistência às famílias mais vulneráveis. A previsão é que os próximos dias sejam decisivos para avaliar o impacto total das tempestades e coordenar a resposta conjunta.
Fonte e Foto:Lusa