O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta terça‑feira que os EUA não necessitam do apoio de aliados para conduzir uma operação no Estreito de Ormuz, uma passagem naval crucial para o transporte global de petróleo que está no centro de tensões regionais.
Trump reagiu ao que descreveu como relutância de vários países da NATO e outros parceiros em apoiar militarmente uma missão para reabrir e proteger o estreito, que foi afetado por ataques e obstruções ligadas ao conflito no Médio Oriente.
Numa intervenção pública, o líder norte‑americano criticou aliados que, segundo ele, recusaram participar de uma coligação para escoltar navios e garantir a livre circulação no estreito, insistindo que os EUA têm capacidade suficiente para agir por conta própria, mesmo sem o envolvimento de países europeus ou outros membros da aliança.
A declaração surge num contexto em que nações como Alemanha, França e Reino Unido têm mostrado reticências ou rejeitado envolvimento direto em operações militares no local, preferindo soluções diplomáticas ou evitando alargar a sua participação no conflito.
Especialistas e líderes europeus responderam às críticas de Trump dizendo que a situação no Estreito de Ormuz é complexa e que a participação militar não deve ser encarada isoladamente, apontando para a necessidade de abordagens políticas e multilaterais.
O Estreito de Ormuz continua a ser um ponto sensível da geopolítica global, dado que por ali passa uma parte significativa do petróleo mundial, e qualquer interrupção prolongada ou instabilidade na região pode ter implicações económicas e de segurança internacionais.
Fonte e Foto:Lusa