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CGTP denuncia “ataque democrático” do Governo e promete continuar luta
Sindicato critica exclusão das negociações sobre alterações à lei laboral e alerta para desrespeito institucional
Publicado em 16/03/2026 17:40 • Atualizado 16/03/2026 17:40
Nacional

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, acusou esta segunda-feira o Governo de realizar um “ataque democrático”, por ter alegadamente afastado a central sindical das negociações sobre as alterações à lei laboral.

Em declarações à imprensa, Arménio Carlos afirmou que o processo está “minado de desrespeito”, sublinhando que a CGTP não foi envolvida de forma adequada nas discussões que afetam diretamente os direitos dos trabalhadores. “A exclusão da CGTP das discussões é um sinal preocupante e inaceitável. Não podemos aceitar que decisões que influenciam a vida de milhares de trabalhadores sejam tomadas sem a participação dos representantes sindicais”, disse o dirigente.

O secretário-geral garantiu que a central sindical não ficará inativa e que “a luta vai continuar”, apontando para uma mobilização contínua dos trabalhadores e a utilização de todos os meios legais para defender os seus direitos. Entre as ações previstas estão manifestações, reuniões com outros sindicatos e campanhas de sensibilização junto da sociedade civil.

A CGTP argumenta que as alterações propostas à lei laboral podem ter impactos significativos na proteção dos trabalhadores, no diálogo social e nas condições de trabalho. O sindicato sublinha que a participação ativa das centrais sindicais é essencial para garantir decisões equilibradas e justas, e alerta que medidas unilaterais do Governo podem gerar tensão e insatisfação no setor laboral.

Este episódio insere-se num contexto mais amplo de debate sobre a legislação laboral em Portugal, que nos últimos anos tem sido marcada por negociações complexas entre Governo, patrões e sindicatos, muitas vezes com confrontos públicos e manifestações. A CGTP insiste que qualquer mudança na lei laboral deve respeitar os princípios de diálogo social e participação democrática.

Fonte:Lusa / Foto:Miguel A.Lopes

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