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Macron garante que UE cumprirá empréstimo de 90 mil milhões a Kiev
Presidente francês rejeita alívio das sanções à Rússia, apesar do bloqueio da Hungria, e reafirma apoio estratégico à Ucrânia.
Publicado em 13/03/2026 16:00 • Atualizado 13/03/2026 16:00
International

O Presidente francês, Emmanuel Macron, assegurou esta sexta-feira que o empréstimo de 90 mil milhões de euros da União Europeia à Ucrânia será integralmente cumprido, apesar da resistência da Hungria no Conselho Europeu.

Em declarações à imprensa, Macron sublinhou que o apoio financeiro à Ucrânia é uma prioridade estratégica para a estabilidade europeia e para a reconstrução do país, afetado por anos de conflito. “A União Europeia honrará os compromissos assumidos com Kiev, independentemente das divergências internas”, afirmou o presidente francês.

A Hungria tem bloqueado formalmente a aprovação do pacote financeiro, alegando preocupações políticas e económicas. Ainda assim, Macron afirmou que a solidariedade europeia permanece firme, garantindo que os fundos serão disponibilizados para apoiar a recuperação económica, a infraestrutura e o setor energético da Ucrânia.

Paralelamente, Macron rejeitou qualquer proposta de alívio das sanções à Rússia, mesmo à luz do recente agravamento das tensões no conflito envolvendo o Irão. Segundo o presidente, manter as restrições económicas é essencial para pressionar Moscovo a respeitar o direito internacional e os acordos diplomáticos existentes.

O empréstimo de 90 mil milhões de euros inclui ajuda direta ao orçamento ucraniano, programas de infraestrutura e financiamento para setores essenciais como energia e saúde, sendo um dos maiores pacotes financeiros já aprovados pela UE a um país em conflito. A sua execução será monitorizada pelas instituições europeias e por autoridades ucranianas para garantir transparência e eficiência.

Especialistas internacionais consideram que este compromisso reforça a credibilidade da UE como ator geopolítico global, demonstrando que blocos regionais podem manter coesão estratégica mesmo diante de divergências internas.

Fonte e Foto:Lusa

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