Pouco mais de 24 horas após tomar posse como Presidente da República, António José Seguro escolheu a cidade do Porto para reforçar uma mensagem de união e coesão territorial. Numa sessão solene nos Paços do Concelho, o chefe de Estado afirmou que Portugal deve ser “um país em que todos contam e nenhum território pode ser dispensado”.
A cerimónia contou com cerca de 150 convidados e incluiu intervenções de Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto, que considerou a receção um sinal de atenção do Presidente ao país como um todo, reforçando que “esta é a hora de unir, de ultrapassar a espiral da desconfiança, do ressentimento social e da indignação permanente”.
Durante o discurso, António José Seguro sublinhou o papel histórico e contemporâneo do Porto, destacando instituições culturais, científicas e económicas, como a Casa da Música, Serralves, o Teatro Nacional São João, o Museu Nacional Soares dos Reis, a Universidade do Porto e os Laboratórios Bial. O Presidente reforçou a ideia de que a cidade inova, cria riqueza e se reinventa constantemente.
O chefe de Estado abordou ainda a dimensão ambiental, elogiando o compromisso do Porto com a neutralidade carbónica até 2030 e com os objetivos do Pacto Ecológico Europeu, afirmando que a cidade continua a destacar-se como um polo que atrai investimento, conhecimento e criatividade.
A cerimónia terminou com a assinatura do Livro de Honra da Câmara Municipal, consolidando a mensagem de que a coesão territorial será uma prioridade do mandato e reconhecendo o percurso de moderação e compromisso com o bem comum de Pedro Duarte.
O segundo dia do Presidente incluiu ainda passagens por Mourísia, Arganil e Guimarães, culminando com um concerto na Casa da Música, reforçando a ligação simbólica e cultural entre o novo chefe de Estado e a cidade do Porto.

Fonte:Câmara Municipal do Porto / Foto:João Pedro Rocha