O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, voltou a assumir uma posição firme contra a guerra, apelando ao respeito pelo direito internacional e rejeitando qualquer envolvimento espanhol em operações militares no Médio Oriente.
Numa intervenção transmitida pela televisão nacional, Sánchez afirmou que a política externa espanhola permanece coerente, mesmo perante as ameaças de medidas comerciais anunciadas por Donald Trump, que poderá restringir relações económicas com Espanha.
O líder espanhol recordou a guerra do Iraque, que envolveu uma coligação liderada pelos Estados Unidos e foi justificada pela alegada existência de armas de destruição maciça, posteriormente nunca comprovada.
Pedro Sánchez defendeu que esse conflito contribuiu para um cenário internacional mais instável e alertou que novas intervenções militares podem repetir erros do passado, reforçando que a resolução de conflitos através de bombas não garante maior segurança global nem melhores condições sociais.
O primeiro-ministro utilizou também a expressão “o presente que tivemos dos Açores” para referir a polémica cooperação militar da chamada Cimeira das Lajes, realizada na Base das Lajes, onde líderes dos Estados Unidos, Reino Unido e Espanha discutiram a intervenção no Iraque.
Sánchez concluiu que Espanha se opõe ao prolongamento das hostilidades entre os Estados Unidos, Israel e os seus adversários regionais, exigindo o cessar das operações militares e defendendo a preservação da estabilidade internacional.
Fonte:CNN Portugal / Foto:Lusa