Num cenário marcado pelos estragos deixados pelas recentes intempéries — em particular a depressão Kristin que atingiu várias regiões do país — emigrantes com propriedades no concelho de Ourém têm vindo a recuperar aos poucos as suas casas danificadas pelo mau tempo.
Apesar de a tempestade ter ocorrido há várias semanas, a reconstrução dos lares tem sido lenta para muitos proprietários que vivem fora de Portugal e que regressam agora para avaliar e reparar os estragos. A falta de apoios imediatos e os procedimentos burocráticos para acederem a apoios para recuperação contribuem para o ritmo moroso destas obras.
O impacto da tempestade em Ourém foi considerável: a autarquia estimou que milhares de casas perderam telhas e muitos imóveis receberam danos estruturais, o que tem adiado ainda mais o restabelecimento total das habitações.
Moradores e emigrantes estão a deparar-se com a necessidade de reunir meios próprios para reparar telhados, paredes e infraestruturas básicas da casa, muitas vezes com dificuldades para aceder a materiais e mão de obra local. Apesar da forte vontade de recuperar as suas raízes e imóveis familiares, o processo evidencia a vulnerabilidade das zonas afetadas e a dependência de apoios eficazes e rápidos para agilizar a reconstrução.
Esta tendência de recuperação lenta em Ourém espelha um desafio mais amplo no país, onde a entrega e processamento de apoios públicos destinadas à reparação de habitações afetadas pelo mau tempo têm sido criticados por demorarem mais do que o esperado, deixando muitas pessoas à espera de resposta.
Fonte:Lusa Foto :João Relvas