Dupla acusada de seis assaltos violentos a bancos começa hoje a ser julgada em Évora
Publicado em 25/02/2026 00:27
Justiça
Évora

Dois homens acusados de protagonizar seis roubos violentos a instituições bancárias, entre julho de 2023 e abril de 2025, começam esta quarta-feira a ser julgados pelo Tribunal de Évora. Segundo a acusação, os assaltos terão rendido cerca de 548 mil euros.

Os crimes ocorreram em Vendas Novas e Alcáçovas (distrito de Évora), Castro Verde (Beja), Águas de Moura (Setúbal), Lourinhã (Lisboa) e Estói (Algarve), sempre durante o horário de funcionamento das dependências bancárias. De acordo com o Ministério Público, os arguidos recorriam a armas de fogo para intimidar funcionários e clientes, obrigando-os a entregar o dinheiro. Em alguns casos, as vítimas foram amarradas ou trancadas em compartimentos destinados a caixas multibanco.

A investigação foi conduzida pela Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional Contraterrorismo, que deteve os suspeitos a 8 de abril de 2025, em Belas, no concelho de Sintra. Na altura, tinham na sua posse mais de 61 mil euros, parte do valor alegadamente roubado no dia anterior numa dependência da Caixa de Crédito Agrícola, na Atalaia, concelho da Lourinhã.

Um dos arguidos, de 44 anos, responde por cinco crimes de roubo, nove de sequestro, 32 de falsificação de documento e ainda por detenção de arma ilegal. O outro, de 43 anos, está acusado da coautoria de dois roubos, um crime de sequestro e um de branqueamento de capitais.

Segundo a acusação, a dupla terá recorrido a intermediários — conhecidos como “mulas” — para realizar transferências bancárias para o Brasil. Estas pessoas chegaram a ser constituídas arguidas durante o inquérito, mas acabaram por não ser acusadas por o Ministério Público entender que desconheciam a origem ilícita do dinheiro.

Os dois homens têm antecedentes criminais. Um deles já tinha sido condenado anteriormente por crimes semelhantes e chegou a cumprir pena em Portugal, tendo sido posteriormente extraditado para o Brasil. O outro foi condenado pelo homicídio de um cidadão irlandês no Algarve.

O Ministério Público pede ainda que os arguidos sejam condenados a pagar cerca de 486 mil euros ao Estado, valor correspondente às vantagens patrimoniais alegadamente obtidas com os crimes e não recuperadas pelas autoridades.

Ambos se encontram em prisão preventiva desde abril de 2025, aguardando o desenrolar do julgamento.

Fonte:JN / Foto:Arquivo 

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