Antigo líder dos Super Dragões foi libertado mas não pode frequentar recintos desportivos
Fernando Madureira terá de se apresentar duas vezes por semana à polícia e está impedido de assistir a jogos de futebol
Publicado em 06/02/2026 17:22 • Atualizado 06/02/2026 17:40
Justiça
Porto

O Tribunal da Relação do Porto decidiu libertar Fernando Madureira, antigo líder da claque Super Dragões, após ter sido ultrapassado o prazo máximo da prisão preventiva. Madureira, que já tinha sido condenado em primeira instância mas recorreu da sentença, saiu em liberdade pouco depois das 17h00 desta sexta-feira.

Apesar da libertação, Fernando Madureira fica sujeito à obrigação de se apresentar duas vezes por semana à polícia e está impedido de frequentar recintos desportivos ou participar em eventos relacionados com o FC Porto, incluindo o próximo Clássico no Estádio do Dragão.

No mesmo acórdão, os juízes da Relação reduziram a pena inicial de três anos e nove meses para três anos e quatro meses, retirando um dos crimes de ofensas corporais e ajustando as penas dos restantes arguidos em cerca de três meses. Fábio Sousa, outro arguido, foi absolvido de todos os crimes, medida que o seu advogado considerou uma justiça relativa ao seu cliente.

A defesa de Fernando Madureira tinha pedido a absolvição ou, em alternativa, a suspensão da execução da pena, alegando contradições na prova e a ausência de qualquer plano para coagir ou intimidar Pinto da Costa, defendendo que os desacatos na Assembleia Geral decorreram de conflitos pessoais espontâneos.

Por outro lado, o Ministério Público e o FC Porto tinham recorrido para pedir o agravamento das penas, incluindo nove anos de prisão para Madureira, penas efetivas para outros arguidos e a condenação de Fernando Saul, ex-oficial de ligação aos adeptos.

A detenção de Fernando Madureira completa dois anos este sábado, o que correspondia ao limite máximo da prisão preventiva a que estava sujeito. O julgamento e os recursos continuam a decorrer, com a decisão definitiva ainda pendente.

Fonte- CNN Portugal / Foto:DR

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