As provas-ensaio de Monitorização de Aprendizagens (ModA), previstas para este mês, foram adiadas para abril devido às tempestades que recentemente afetaram várias regiões de Portugal, causando destruição em escolas, casas e infraestruturas e perturbando a vida de alunos, famílias e profissionais de Educação.
O anúncio foi feito esta sexta-feira pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), através de uma nota enviada às escolas. Segundo o ministério, os danos nas infraestruturas escolares, nas comunicações e na rede elétrica, bem como o impacto das intempéries na vida das comunidades, exigem tempo para recuperação e organização, garantindo condições para que todos possam retomar a normalidade.
As provas ModA são realizadas em formato digital e têm como objetivo familiarizar alunos e escolas com a plataforma que será utilizada nos testes oficiais, garantindo a preparação adequada. O MECI explicou que as condições para realizar os ensaios não estavam reunidas para todos os alunos e escolas, justificando o reagendamento.
O novo calendário das provas-ensaio decorre entre 14 e 23 de abril:
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6.º ano: Inglês a 14 e 16 de abril; Matemática a 20 de abril.
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4.º ano: Português a 15 de abril; Matemática a 17 de abril.
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9.º ano: Português a 21 de abril; Matemática a 23 de abril.
O ministério assegurou que as datas das provas ModA e das Provas Finais do 9.º ano permanecem inalteradas, com os exames ModA a realizarem-se entre 27 de maio e 9 de junho, e as provas finais do 9.º ano a iniciarem-se a 17 de junho com Português e a 22 de junho com Matemática.
O adiamento surge num contexto em que Portugal enfrenta graves consequências das depressões Kristin e Leonardo, com 13 mortos, centenas de feridos e desalojados, destruição de casas e empresas, queda de árvores e estruturas, estradas e serviços interrompidos e cortes de energia, água e comunicações. As regiões mais afetadas são o Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro em 68 concelhos, que beneficiarão de medidas de apoio de até 2,5 mil milhões de euros para mitigar os danos.
Fonte:JN / Foto:Arquivo