O impacto severo da depressão Kristin deixou marcas profundas na infraestrutura elétrica nacional. Em Leiria, o cenário é crítico e o responsável pela rede admite que a complexidade técnica impede previsões exatas.
A incerteza paira sobre as milhares de famílias que continuam às escuras após a passagem devastadora da tempestade Kristin. José Ferrari Careto, presidente da E-Redes, foi direto ao abordar a crise em Leiria: não há, para já, um "dia D" para que o fornecimento de energia seja totalmente restabelecido em todos os lares portugueses.
Um Trabalho de "Alto Risco"
O gestor sublinhou que a prioridade é a segurança das equipas que estão no terreno. A gravidade dos danos, que incluiu o derrube de vários postos de alta tensão, exige intervenções técnicas minuciosas. Para mitigar o isolamento das populações mais afetadas, a empresa tem recorrido a soluções provisórias, como a instalação de cabos terrestres para garantir serviços mínimos de rede.
O Rasto de Destruição
A visita oficial da ministra do Ambiente à região de Leiria — um dos distritos mais fustigados a par de Coimbra e Santarém — serviu para aferir a dimensão do desastre. O balanço atual é pesado:
Vítimas mortais: 10 óbitos confirmados desde o início do mau tempo.
Infraestruturas: Casas e empresas destruídas, ferrovias cortadas e escolas encerradas.
Serviços: Além da eletricidade, há falhas graves no abastecimento de água e nas comunicações.
Com a ameaça de novas depressões no horizonte, como a Leonardo, as autoridades mantêm o alerta máximo, enquanto os técnicos lutam contra o tempo e os elementos para devolver a normalidade ao país.
Fonte - Sic Notícias / Foto:E/REDES