O nível de prontidão subiu para o patamar máximo (Grau 4) em todo o território nacional. Em causa está a chegada de um quadro meteorológico severo com ventos fortes, neve e agitação marítima extrema.Portugal entrou esta terça-feira em estado de vigilância absoluta. Perante as previsões de um agravamento severo das condições meteorológicas para os próximos dias, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) decidiu elevar o estado de prontidão para o nível 4, o mais grave da escala de operações.
Em conferência de imprensa, o comandante nacional Mário Silvestre justificou a medida com a "extrema complexidade" do fenómeno que se avizinha. Na prática, este alerta máximo obriga a que todos os agentes de socorro e proteção civil estejam em regime de disponibilidade total (100%) para responder a incidentes de forma imediata.
O que esperar nas próximas horas?
As autoridades deixaram avisos claros sobre os riscos que a população corre, destacando quatro frentes críticas:
Mar revolto: São esperadas ondas gigantescas que podem atingir os 11 metros de altura.
Ventos e Chuva: Precipitação intensa com risco de inundações rápidas e lençóis de água nas estradas.
Neve: Queda de neve prevista para as zonas de maior altitude.
Estruturas: Risco de queda de árvores e danos em infraestruturas devido às rajadas de vento.
Mário Silvestre apelou ao "sentido de autoproteção" dos cidadãos, reforçando a importância de evitar zonas costeiras e de redobrar os cuidados na condução. O dispositivo permanecerá em prontidão máxima até que as condições permitam baixar o nível de risco.
Fonte - Lusa / comunicado em directo pelo comandante Nacional da proteção civil , Mario Silvestre