Enquanto milhares de famílias continuam sem luz e água, a Auto-Estradas do Atlântico mantém a cobrança no troço Marinha Grande-Leiria, dificultando o fluxo de ajuda humanitária e o trabalho das equipas de emergência.MARINHA GRANDE – A cidade tenta reerguer-se do rasto de destruição deixado pela Tempestade Kristin, mas a burocracia e os custos de circulação estão a gerar uma onda de revolta. Numa altura em que a EN 242 se encontra congestionada e a mobilidade é vital para a recuperação de serviços básicos, quem entra ou sai da cidade para prestar auxílio continua a ser obrigado a pagar portagem na A8.
O Contraste do Absurdo
A situação é descrita por residentes e voluntários como "inadmissível". Com casas ainda às escuras e torneiras secas, a prioridade absoluta deveria ser a desobstrução de vias e a facilitação do acesso a bens essenciais. No entanto, as barreiras das portagens permanecem como um entrave financeiro e logístico.
Câmara Municipal exige Isenção Imediata
O Presidente da Câmara da Marinha Grande, Paulo Vicente, já elevou o tom da reivindicação junto do Governo e da concessionária. Em comunicado, o autarca sublinha que a situação é de exceção:
"A Marinha Grande vive uma situação excecional, que exige medidas excecionais", afirmou Paulo Vicente, reforçando que o corredor A8 entre Marinha Grande e Leiria é agora uma linha de vida para viaturas operacionais, equipas de emergência e voluntários.
Impacto na Recuperação
A manutenção das portagens está a causar:
Sobrecarga da EN 242: Onde o trânsito de pesados e logística de apoio trava a circulação.
Custo Acrescido para Voluntários: Cidadãos que se deslocam para entregar mantimentos e prestar ajuda estão a ser taxados pela sua solidariedade.
Atrasos Operacionais: A pressão sobre as vias secundárias dificulta a chegada de equipas técnicas que tentam restabelecer a eletricidade e a água.
Até ao momento, não houve uma resposta oficial por parte da Auto-Estradas do Atlântico ou do Ministério das Infraestruturas sobre a suspensão temporária destas taxas, deixando a população da Marinha Grande numa espera dupla: pela luz nas casas e pelo bom senso nas estradas.
Fonte e imagem- Página Município da Marinha Grande